Cavalos Crioulos recebem atendimento odontológico em Jardim (MS)

A Fazenda Cabeceira do Prata, localizada no município de Jardim (MS), recebeu no dia 30 de abril a visita do Médico Veterinário, Maiquel S. da Silva, para realizar procedimentos odontológicos em oito cavalos da raça Crioula.

Foram feitas serrações nas pontas dos dentes de cada animal, evitando assim, que os mesmos se machucassem durante a alimentação.

De acordo com o Médico Veterinário, “esse processo é muito importante, pois os animais aproveitam melhor a alimentação e não se estressam com ferimentos no interior da boca“, diz. Ele recomenda ainda que o procedimento deve ser feito a cada cinco meses.

Foram atendidos os seguintes animais: Barbicacho 30 da Trovador, Dilema 835 Maufer, Xote Antigo do Itapororó, Xacarera do Itapororó, Boneca EFC, Bonita EFC, Altiva e Estripulia da Jacuí.

Informações sobre a propriedade no site: www.fazendacabeceiradoprata.com.br

 

Confira as regras para trânsito de animais em alguns estados

Os criadores devem ficar atentos às exigências determinadas pelos estados brasileiros e Distrito Federal para o trânsito de equídeos. A maioria das Unidades da Federação segue as determinações estipuladas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Confira abaixo o que é necessário para ingressar em alguns estados.

Paraná
A entrada de equídeos no estado do Paraná, para eventos agropecuários ou outras aglomerações animais, está condicionada ao exame negativo de mormo, independentemente da Unidade da Federação.
Com a regulamentação da portaria 154 da A

gência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) no dia 26 de abril, animais do estado de São Paulo que foram proibidos de entrarem no Paraná, estão autorizados a circularem em solo paranaense. Equídeos de Unidades da Federação com ocorrência de Mormo de passagem pelo Paraná, por exemplo, de São Paulo para Santa Catarina ou Rio Grande do Sul, além dos exames de AIE e Mormo, devem ter a carga lacrada pelo serviço oficial do local de origem.
Caso o criador ou responsável pelos animais não tenha esses documentos, os animais serão impedidos de entrar no estado, sendo seus responsáveis orientados a retornar a origem.

Rio Grande do Sul
Todo trânsito de equídeos interestadual ou dentro do estado do Rio Grande do Sul deve ser realizado acompanhado da Guia de Trânsito Animal (GTA) e do exame negativo para Anemia Infecciosa Equina (com exceção de animais menores de seis meses acompanhados da mãe com exame negativo, ou quando o destino for abate ou Propriedade de Espera para Abate de Equídeos).
Para que a GTA seja emitida é necessário que tanto o local de origem quanto o local de destino estejam cadastrados pelo Serviço Veterinário Oficial e que a propriedade de origem tenha declarado o saldo destes animais.
Quando os equídeos forem destinados para eventos (feiras, exposições rodeios) também devem portar atestado de vacinação contra Influenza equina ou atestado emitido por médico veterinário da não ocorrência da doença nos 30 dias anteriores a emissão da GTA.
Se os animais tiverem como origem propriedades de estados onde houve a ocorrência de Mormo também devem portar exame de diagnóstico negativo de mormo para ingressarem no RS.
A partir de 30 de abril, quando entra em vigor as medidas previstas no Decreto Estadual 50.072/2013 que regulamenta a Lei Estadual 13.467/2010, o criador estará sujeito as penalidades estabelecidas. As multas variam entre 825 reais e 275 mil reais, dependendo da infração. O estado gaúcho não cobra nenhum valor pelo cadastro ou pela emissão da GTA.

 
Mato Grosso do Sul

Segundo a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) os documentos necessários para o transporte de equinos no Mato Grosso do Sul são GTA, exame negativo de anemia e infecção de equinos, atestado de vacinação ou copia autenticada do passaporte equino com identificação da vacina para influenza.
Caso o criador não possua esses documentos poderá ser multado, além de responder pelos meios legais. Outras informações podem ser encontradas no link do manual de preenchimento para emissão de guia de trânsito animal para equídeos.

 

Distrito Federal

Para o trânsito de equinos no Distrito Federal, excluindo a finalidade de eventos e aglomerações, é cobrado somente exame negativo de Anemia Infecciosa Equina. Para movimentação destinada a eventos e aglomerações na capital brasileira ou para qualquer outro estado, é exigido também atestado de vacinação contra influenza equina, com validade de no mínimo 15 dias e no máximo 180 dias da data do evento. Para deslocamento para fora do Distrito Federal, exame negativo de AIE (para qualquer estado e qualquer finalidade), de mormo (para eventos em estados onde se confirmou a presença do mormo) e atestado de vacinação contra influenza para eventos são indispensáveis.

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Fonte: Associação dos Criadores de Cavalo Crioulo

XIX edição do Remate Campeiro

No dia 04 de maio, sábado, às 18h30min, na cidade de Bagé, no Rio Grande do Sul, acontece a 19ª edição do Remate Campeiro, quando serão ofertados 40 animais da Raça Crioula, com destaque para Colorada, filha de BT Mano a Mano, irmã de General da Camila, Reservado Grande Campeão de Esteio;e, Zaina, filha de San Ignacio Martirio, chileno puro descendente de Santa Elba Bellaco, sua mãe, Rola Tupambaé, é filha do Campeão Morfologia de Esteio, Entrevero Charrua. Com prenhez de BT Napoleão II.

O catálogo pode ser acessado no site www.rematecampeiro.com.br

A transmissão será realizada pelo Canal C2rural.

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Cabanha Escondida promove remate em São Borja

No dia 08 de junho, a partir das 21 horas, a Cabanha Escondida promove o remate “Cabanha Escondida e convidados”, no parque de exposições de São Borja, no Rio Grande do Sul, quando serão ofertados animais da raça crioulo, com destaque para Rincão de Touro da Escondida, 3º melhor potranco menor Expointer 2012, Grande Campeão Passaporte Uruguaiana e Santa Rosa 2012; Rima Crioulla da Escondida, 4ª melhor potranca menor Expointer 2012 e, Ronda Redonda da Escondida, 4ª melhor potranca maior Expointer 2012, 4ª melhor potranca FICCC 2012.

O remate será transmitido pelo Canal Rural.

Mais informações nos sites www.cabanhaescondida.com.br e www.trajanosilva.com.br

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Leilão Ico Especial será realizado em Esteio – RS

No dia 26 de maio, a partir das 21 horas, acontece na cidade de Esteio, no Rio Grande do Sul, o “Leilão Ico Especial” , quando serão ofertados 50 animais, com destaque para Doriana Ico, bronze de ouro e mãe de dois finalistas do bocal 2013. No remate tem destaque ainda Quelinda Ico, descendente de Pampa de São Pedro; Quizila Ico, descendente de Ganadero da Harmonia e Lança do Capão Redendo; Orelhano Ico, descendente de Centenário Ico e Doriana Ico e Oigalê Ico, descendente de Las Callanas Bailongo e Jabuticaba Ico.
O catálogo completo do leilão está disponível em www.criouloremates.com.br
O remate será transmitido pelo Canal Rural.
Participe! 24042013163823

Campeonato Nacional de Paleteada acontece em Uruguaiana

A apenas quatro meses das grandes finais, a cidade gaúcha de Uruguaiana recebe os habilitados da Região 3 para a primeira semifinal do Campeonato Nacional de Paleteada da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC). O evento acontecerá no Parque de Exposições Agrícola e Pastoril do município e contará com a participação de cerca de 50 duplas, habilitadas em toda a região oeste do estado.

A disputa terá início às 8h do dia 27 de abril (sábado) e será julgada pelos criadores e ginetes renomados Renato Gonçalves e Torquato Petrarca, de São Gabriel, no Rio Grande do Sul. Ao total foram 14 etapas habilitantes na região, que reuniram mais de 700 animais. Destes, 102 duplas foram habilitadas à fase de classificatórias.

Além da semifinal, o Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos Flávio Bastos Tellechea promoverá sua Exposição Passaporte, que contará com julgamento do criador Fabio Camargo. A mostra terá início no dia 25 de abril (quinta-feira), às 14h e poderá garantir vaga à oito animais na final da Expointer 2013.

 

Veja a programação:

24 de abril (quarta-feira)

– A partir das 8:00h, entrada da Raça Crioula

 

25 de abril (quinta-feira)

8h – Concentração de machos (técnico Paulo Armando Rebello Solheid)

– Logo após a concentração ocorrerá a admissão passaporte.

12h – Intervalo para o almoço

14h – Início do julgamento morfológico da Raça Crioula

 

26 de abril (sexta-feira)

8h – Continuação do julgamento morfológico da Raça Crioula

12h – Intervalo para o almoço

14h – Julgamento dos animais a campo (rústicos)

– Logo após o julgamento dos rústicos, julgamento dos campeonatos e grandes campeonatos

 

27 de abril (sábado)

8h – Semifinal de Paleteada da Região 3 (durante todo o dia)

Inimigo invisível, bactéria representa alto risco

Os cavalos que habitam as áreas alagadiças são os mais suscetíveis à ação de um inimigo invisível, porém, perigoso: a bactéria Neorickettsia (Ehrlichia) risticii, causadora de uma síndrome diarreica chamada Erliquiose Monocítica Equina (EME). “Segundo levantamento epidemiológico feito em 2000, na beira da lagoa Mirim, os produtores relataram duas causas pra morte de cavalos: ou velhice ou churrio”, aponta Luiz Filipe Damé Schuch, docente de Doenças Infecciosas na Faculdade de Veterinária da Universidade Federal de Pelotas. O Jornal do Cavalo Crioulo conversou com o professor sobre o assunto. Confira, a seguir:
Em que regiões podemos encontrar ocorrências da EME?
Luiz Filipe Schuch – A distribuição da doença é muito clara nas áreas alagadiças do sul do Brasil, na margem das lagoas, até o Uruguai. Há um caso isolado na Argentina e relatos em pântanos dos Estados Unidos e na Venezuela.
JCC – Há alguma estação do ano que favoreça a infecção?
LFS – No verão, além de os animais terem mais acesso ao pasto perto da água, o ciclo da bactéria é favorecido, pois há mais caramujos e mais trematódeos (parasitas) circulando na água amena. O caramujo é bem pequeno e pode se confundir com a areia: o adulto
tem, no máximo, seis milímetros e está relacionado aos aguapés. Isso facilita aspesquisas, pois há cerca de quatro mil indivíduos por raiz.

JCC – Qual é, em média, a taxa de mortalidade por EME?
LFS – Por rebanho, em média, 5% a 20% por ano. O grau de infecção é bem grande e depende das condições climáticas do lugar e do nível da lagoa.

JCC – Existem outras formas de infecção?
LFS – A bactéria se aloja também em larvas de libélula. Se o cavalo acidentalmente ingeri-las, pode se infectar. Mas isto é raro, assim como é rara a infecçãopor transfusão sanguínea.

JCC – Nos animais que não morrem, quais as consequências?
LFS – Os cavalos podem apresentar laminite (inflamação das lâminas do casco) e, nas fêmeas é comum ocorrer aborto com pouca diarreia não clínica.

JCC – Como é feito o tratamento para a EME?
LFS – O tratamento é feito com tetraciclina, um antibiótico que deve ser
administrado na veia, devido à maior velocidade de ação. Mas o que se deve enfatizar no tratamento é a hidratação, que também diminui a laminite. Em casos extremos, podem ser utilizados até sete litros de soro por dia. É preciso uma observação cuidadosa. Se não há acompanhamento, quando o criador nota, o animal já está muito debilitado.

JCC – Quais são os animais mais sensíveis à bactéria?
LFS – A doença atinge mais, mas não exclusivamente, animais soltos. O cavalo introduzido é muito mais sensível. Há uma ocorrência significativa de gente que parou de criar equinos por
esse motivo.

JCC – Como acontece a infecção?
LFS – É um ciclo oral com vetores de ambiente aquático. A bactéria causadora
da doença habita um parasita que se desenvolve dentro das espécies de caramujos. Quando o cavalo apreende o pasto úmido e ingere o caramujo e o parasita, a bactéria se instala, ocasionando a infecção. É importante ressaltar que existe outro tipo de erliquiose,
de distribuição mundial, transmitida pela bactéria Erlichia equi através de carrapatos, causando babesiose e outras enfermidades. Mas a EME é mais grave e mais significativa na região sul.

JCC – Quais as principais características da doença?
LFS – Conhecida como churrio, é uma doença de alta letalidade caracterizada por diarreia forte e rápida, escura e geralmente sem sangue, capaz de matar por desidratação em um período entre 12 e 24 horas. Em geral, nota-se um quadro de febre no início da infecção.

 

Potra raça Crioula (1)

6º Leilão Alianças de Ouro Cavalo Crioulo

O 6º Remate de Cavalos Crioulos Alianças de Ouro será realizado no dia 27 de abril, sábado às 21h, na sede da Cabanha Bela Aliança na cidade de Campo Alegre (SC). Durante o remate será feita a 1ª Exposição Morfológica da Cabanha Bela Aliança.

Na ocasião serão ofertados 43 lotes de cavalos da raça crioula, o remate será transmitido pelo Canal Rural.

Mais informações:
www.cabanhaba.com.br
(47) 9608-9671 e (47)3634-0480

12ª Marcha de Resistência da ABCCC acontece em julho

Os preparativos para a 12ª Marcha de Resistência da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos já começaram. Além de premiar o vencedor com um automóvel zero quilômetro, nesse ano a prova traz outro diferencial: aquele que completar a Marcha mantém a chance de ser um Tríplice Coroado.

A Tríplice Coroa é o título dado ao conjunto que completar a Marcha de Resistência, chegar à final da Morfologia na Expointer e participar da Final do Freio de Ouro. Todos receberão troféus e os quatro vencedores melhores pontuados no Registro de Mérito garantem um automóvel zero quilômetro.

A Marcha de Resistência acontece de 21 de julho a 04 de agosto e, a exemplo do ano passado, será sediada na cabanha Manto Azul, na cidade gaúcha de Santo Antônio da Patrulha.

As inscrições estarão disponíveis em breve na página da ABCCC, mas os interessados em participar devem entrar em contato desde já com o coordenador da subcomissão de Marcha da ABCCC Alexandre Valente Salistre pelo e-mail 12marchadeintegracao@gmail.com ou pelo telefone (51) 9666-7277.

Fonte: ABCCC

As pastagens e o bem-estar animal

Não só pastagens de qualidade, mas a maneira e periodicidade que a refeição é oferecida ao cavalo podem interferir no bem-estar e qualidade do animal. É o que garante a zootecnista Isabella Barbosa Silveira, professora da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL).

Segundo a docente, os cavalos possuem hábitos herbívoros e, por essa razão, são fisiologicamente condicionados a comerem do chão. Qualquer alteração de altura na oferta da pastagem pode interferir no dia a dia do bicho. “Para uma maior qualidade de vida, os animais estabulados devem ser aproximados o máximo possível da sua natureza biológica”, afirma.

A professora aponta que na natureza os cavalos comem em pequenas porções e várias vezes ao dia, ficando diariamente cerca de 15 horas em pastejo. A advertência fica para alguns criatórios em que as refeições são servidas duas vezes ao dia: essa prática pode prejudicar a saúde do cavalo. “O trato digestivo desses animais é pequeno e não comporta grandes refeições, comprometendo a questão fisiológica.” A cólica, por exemplo, é um dos grandes problemas oriundos dessa situação.

A QUALIDADE DA PASTAGEM
Na natureza os cavalos alimentavam-se de diferentes espécies de vegetais. Com isso, ingeriam dietas completas que satisfaziam todas as necessidades nutricionais sem a interferência do homem.

Com o processo de domesticação as coisas mudaram. A diminuição da variedade de forrageiras acarretou mudanças nutricionais e comportamentais nos equinos, por vezes alterando a capacidade de digestão e conversão dos cavalos, dando margem ao aparecimento de doenças como a síndrome cólica, as diarreias e a anemia.

As informações do estudo orientado pelo engenheiro agrônomo e professor da Universidade Paranaense (Unipar) Paulo Cecon, apontam que para amenizar o problema deve-se oferecer alimentos de alta qualidade, tanto de forragens quanto de suplementação concentrada. Isso garante o crescimento saudável e uma excelente condição física dos animais. Por causa do hábito de pastoreio dos cavalos, a escolha mais apropriada é por forrageiras de crescimento rasteiro.
Tropa Crioula - Genética Aditiva
Outras informações, como as características importantes nas forragens, podem ser obtidas na edição de março do Jornal Cavalo Crioulo , no endereço :